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Arte

Abigail Indi expõe em Lisboa a memória e a identidade da mulher guineense

Artista apresenta na capital portuguesa obras que celebram a força feminina e as tradições culturais da Guiné-Bissau

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"LEMBRANSAS DI ÑA MININESA" é o título da exposição da jovem artista guineense Abigail Indi, a ainaugurar esta sexta-feira, 9 de maio, na Quinta Alegre (Campo das Amoreiras, 94, Lisboa), e para visitar até 31 de maio,…

"LEMBRANSAS DI ÑA MININESA" é o título da exposição da jovem artista guineense Abigail Indi, a ainaugurar esta sexta-feira, 9 de maio, na Quinta Alegre (Campo das Amoreiras, 94, Lisboa), e para visitar até 31 de maio, com apoio do projeto Um Teatro em Cada Bairro e apresentação da Associação Mundu Nobu.

O programa de inauguração conta com uma visita guiada com a autora, uma conversa subordinada ao tema “As nuances da mulher guineense”, com a participação de Orálio Mendes Katchunkuró, Adalmira Silva, Ivone Natércia e Lili, moderada por Ângela Almeida, seguindo-se um convívio com pratos e bebidas típicas da Guiné-Bissau.

A título de sinopse da exposição pode ler-se:

Memórias desfocadas. Incertezas. Inverdades.

Mas o azul permanece.

Flui dentro de mim como se tivesse sido ontem, natural, silencioso, dono de si, tentando preservar o pouco que ainda resta de Lembranças di nha Mininesa (lembransas da minha infância).

E se a infância fosse um território instável?

E se parte daquilo que recordamos fosse apenas imaginação, versões repetidas, sonhos contaminados pelo tempo?

Nesta obra, Abigail Indi explora a fragilidade da memória, a perda de identidade e a tensão constante entre aquilo que aconteceu e aquilo que reinventámos para sobreviver às ausências.

O azul surge como fio condutor deste percurso íntimo e simbólico. Um guia espiritual livre e autónomo, que aparece sem aviso, fala quando quer e revela apenas fragmentos daquilo que considera verdadeiro.

Através da fotografia, a artista constrói um espaço suspenso entre memória e pertencimento, onde a mulher guineense surge não como representação fixa, mas como presença múltipla, complexa e em permanente reconstrução.

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