Natural de Bissau, capital da Guiné-Bissau, nascido em 1996, atualmente reside no Brasil. É licenciado em Letras/Língua Portuguesa pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), mestre em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB) e doutorando em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Entre 2017 e 2022, foi membro e editor do grupo de poetas guineenses, denominado Firkidja di no Kampada, e participou no projeto de pesquisa sobre Literaturas Africanas (GEAFRICANAS-UNILAB-CE) de 2017 a 2019. Foi bolsista do Programa Residência Pedagógica do Subprojeto de Letras/Língua Portuguesa da UNILAB-CE, atualmente, é bolsista da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

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Eugênio é autor das obras literárias "Sarau de Dor-Esperança na Pátria-Tabanka" (2021) e "Umakatcheda: entre o largo e o estreito" (2024). Além disso, participou e organizou a coletânea de poesia "Nos porões das palavras: primeiro tcholona de tambur" (2019).

Eugênio Nunes Correia destaca-se como uma voz promissora na literatura guineense, combinando a sua experiência académica com uma paixão pela escrita e pela promoção da cultura e literatura africanas.

Onde encontrar suas obras: Amazon, Fnac, Wook, etc.

Natural do Barreiro e filha de pais guineenses, Isa Martins (nome artístico da Isa Mara Silva Martins) é licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas (com Minor em Comunicação e Cultura), mas considera-me um ser versátil com vários interesses, que passam pelas humanidades, ciências e artes. Sempre gostou imenso de ler.

Lembra-se de a sua mãe, às vezes, trazer-lhe livros que lhe eram oferecidos ou que eram esquecidos no seu trabalho. Pegava neles, lia-os com o seu irmão mais novo e, juntos, vagueavam pelas histórias contadas.

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A sua paixão pelos livros foi impulsionada, inconscientemente, pela sua mãe. Paralelamente ao gosto pela leitura, surgiu-lhe o gosto pela escrita. E, como uma pessoa reservada, que gosta mais de ouvir, considera o ato de escrever como escape quando se sente sozinha ou incompreendida, e é na poesia que encontra a forma de expressar essa montanha de sentimentos.

No seu primeiro livro, Nua (2023, Caneta de Estilo), a autora partilha um grande pedaço de tudo o que não foi dito e revela a arte que existe em si.

Onde encontrar os seus trabalhos: Fnac, Skoob, ConectaeEstilo, LinkedIn

Maria Odete da Costa Soares Semedo, nascida a 7 de novembro de 1959 em Bissau, Guiné-Bissau, é uma figura multifacetada: poeta, professora universitária e política. Notabilizou-se como uma das principais vozes poéticas da sua geração, recebendo o prestigioso prémio de "personalidade literária" em 2003. Graduou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa em 1990, consolidando assim a sua base acadêmica para sua futura contribuição literária e acadêmica.
A sua obra literária ganhou reconhecimento nacional e internacional, participando na Antologia de Literatura Francófona da África Ocidental em 1994. Entre o Ser e o Amar, o seu primeiro livro publicado em 1996, marca uma jornada poética que explora os temas pós-independência e a busca da identidade nacional pelos guineenses.

A poesia de Odete Semedo é marcada pela reflexão profunda sobre a existência humana e a relação intrínseca entre a língua e a vida. Além da sua contribuição literária, Maria Odete Semedo desempenhou papeis de destaque na arena política guineense, servindo como Ministra da Educação Nacional e Ministra da Saúde.

Em busca de aprimoramento acadêmico, mudou-se para o Brasil em 2006, onde fez doutoramento em Letras. Após a defesa da sua tese em 2010, regressou à sua terra natal, onde exerce atualmente a sua carreira académica e política. Entre os anos de 2013 e 2014, desempenhou funções de Secretária-Geral da Associação de Escritores da Guiné-Bissau e assumiu o cargo de Reitora da Universidade Amílcar Cabral, contribuindo assim para o desenvolvimento educacional do país.

Atualmente, Maria Odete da Costa Soares Semedo desempenha um papel ativo como investigadora no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, concentrando-se principalmente em questões relacionadas com a Educação e Formação em Bissau, consolidando assim o seu legado como uma figura proeminente não apenas na literatura, mas também no campo acadêmico e político do país.

Conceição Carvalho, fundadora e diretora criativa da BIBAS, é uma figura central na moda guineense. Ao longo dos últimos 30 anos, não só levou a moda da Guiné-Bissau a países como Senegal, Portugal, China e Cabo Verde, mas também estabeleceu uma instituição. A BIBAS não é apenas uma marca, mas sim uma casa que tem sido um ponto de referência na formação de três gerações de modelos, dos quais muitos alcançaram o sucesso na moda internacional. Além disso, Conceição formou e empregou dezenas de colaboradores nas áreas de produção, organização de eventos e vendas, contribuindo assim para o desenvolvimento da indústria da moda local.

Mais do que um empreendimento comercial, a BIBAS representa uma missão essencial – a celebração da identidade e cultura guineenses através da moda. Com o lema "BIBAS, mais do que um negócio, uma escolha cultural", a marca tem resistido às adversidades enfrentadas por aqueles que se dedicam à moda africana. Enquanto muitos ainda acreditavam que estar na moda significava recorrer a produtos estrangeiros, as criações da BIBAS destacam-se pela elegância, fluidez, frescura, confiança, sensualidade e natureza, transmitindo a mensagem de que a nossa cultura, cores, tecidos, tradições, história e criatividade devem ser usados com orgulho.

Apesar dos desafios inerentes à produção na Guiné-Bissau, a BIBAS mantém uma busca constante por esse objetivo e reafirma continuamente a importância da moda como veículo de expressão cultural e de afirmação da identidade nacional.

Mariama Barbosa nasceu na Guiné-Bissau em 1974 e teve uma infância marcada por mudanças, tendo se mudado para Portugal aos 5 anos. Mais tarde, retornou ao seu país natal, onde concluiu seus estudos. Durante os anos noventa, em meio à guerra civil, regressou a Lisboa, onde se destacou como uma importante figura no mundo da moda e da televisão.

Ganhou reconhecimento como comentadora de moda e apresentadora de televisão, especialmente com programas Tesouras e Tesouras e Passadeira Vermelha da SIC Caras. A sua colaboração com o estilista Dino Alves e a sua participação no júri do concurso Cosido à Mão em 2017 demonstraram a sua influência e expertise no setor.

Além da atuação na moda, Mariama emprestou a sua voz a personagens de filmes de animação, ampliando sua presença no entretenimento. Em 2021, foi reconhecida como uma das personalidades negras mais influentes da lusofonia pela Bantumen Powerlist 100. Nesse mesmo ano, assumiu o papel de Embaixadora do Turismo e do Artesanato da Guiné-Bissau, contribuindo para promover a cultura e os recursos do seu país de origem.

Infelizmente, Mariama Barbosa faleceu em Lisboa em 29 de julho de 2022, vítima de câncer no estômago. O seu legado, contudo, perdura. A sua obra inclui o livro Só é feio quem quer: Vestir com pinta sem gastar uma fortuna (2017), refletindo a sua paixão pela moda e o seu desejo de partilhar conhecimentos e dicas com o público.

Edna Évora, nascida na Bissau, é uma reconhecida artista plástica e engenheira civil. Reside e desenvolve seu trabalho na região de Paris, França. A sua jornada artística teve início há aproximadamente uma década, quando teve contacto com a pintura abstrata no ateliê de Hélène Szumanski, tornando-se desde então um meio de expressão essencial na sua vida.

A sua abordagem artística é marcada pela experimentação com uma variedade de materiais, incluindo acrílico, tinta de china, pastel, artigos de jornais, fios, crochê e algodão. A repetição gestual é uma constante em suas obras, através das quais busca "dar voz" a diferentes elementos em diversos suportes.

A linha é o elemento central na sua arte, expressando-se através de traços, fios e cordas. Simbolicamente, a linha representa os laços que unem os seres humanos, mas também as barreiras e desigualdades que o indivíduo enfrenta na sua jornada solitária.
Nas suas criações, as emoções ocupam um lugar de destaque, explorando como o indivíduo percebe e sente o mundo ao seu redor. Edna busca transcrever em sua abstração temas como migrações e desigualdades no mundo do trabalho e na sociedade, dando assim voz a questões pertinentes e urgentes.

Irley Barbosa Rivera, nascida em 1980, é uma artista plástica guineense que atualmente reside em Abidjan (Costa de Marfim). A sua expressão artística manifesta-se principalmente na pintura acrílica e na colagem de tecidos africanos e outros objetos sobre tela. Num estilo que mescla o figurativo com o abstrato, Irley dedica-se a exaltar a riqueza cultural africana por meio de suas obras.

Além da sua trajetória artística, Irley também possui uma sólida formação acadêmica. Inicialmente formada em Jornalismo, é licenciada em História e mestra em Gestão de Projetos. Ao longo de sua carreira, acumulou experiências diversas: trabalhou na ONG Tiniguena, atuou como apresentadora de TV na Guiné-Bissau, lecionou História em Portugal, é formadora no BDC (Balcão de Desenvolvimento Comunitário) e conselheira no setor da educação da SNV (Organização Neerlandesa de Desenvolvimento).

A contribuição artística de Irley transcende fronteiras, contando com 43 exposições coletivas e 8 individuais, realizadas em países como Portugal, Guiné-Bissau, Tunísia, Bélgica, Costa do Marfim e Macau-China. O seu talento e a sua dedicação foram reconhecidos com os prémios Best Of Guinea-Bissau Awards de melhor artista plástica da Guiné-Bissau em 2019 e 2021, destacando a sua relevância e impacto no cenário artístico nacional e internacional.

Fatumatá Djaquité, conhecida artisticamente como "Fattú Djakité", é uma cantora e compositora nascida na Guiné-Bissau. Chegou a Cabo Verde aos cinco anos de idade, onde foi acolhida por sua avó adotiva. Desde cedo, a música permeou a sua vida, acompanhando-a em todos os momentos. Aos 33 anos, em novembro de 2022, lançou o seu primeiro álbum a solo, intitulado Praia – Bissau, uma obra que lhe rendeu os prêmios de melhor intérprete feminina e melhor música tradicional do ano na gala Cabo Verde Music Awards (CVMA).

Ao longo da sua jornada, Fattú Djakité enfrentou desafios ao confrontar períodos de incerteza sobre a sua identidade, vivenciando um "limbo" entre as suas raízes guineenses e a vida em Cabo Verde. Contudo, superou essa fase e afirmou com orgulho a sua identidade como guineense e cabo-verdiana.

O álbum de Fattú reflete as suas memórias de infância, reinterpretando músicas da época da guerra civil na Guiné-Bissau. Com o título Praia – Bissau, ela busca simbolizar o desejo de um "casamento" cultural entre os dois países, realçando a irmandade e a conexão profunda dos mesmos. Fattú considera crucial manter viva as tradições e raízes guineenses em seus trajes e performances, representando não apenas a Guiné-Bissau e Cabo Verde, mas toda a diversidade e riqueza cultural da África. Comprometida com a arte e com a comunidade, a artista pretende abordar, na sua trajetória musical e em futuros trabalhos, temas relacionados a mulheres, jovens e questões sociais.

Karyna Gomes, nascida em Bissau, Guiné-Bissau, a 13 de fevereiro de 1976, é uma figura multifacetada com uma carreira notável na música, no jornalismo e no ativismo social. Filha de pai guineense e mãe cabo-verdiana, a sua jornada musical começou em 1997 no coro gospel Rejoicing Mass, em São Paulo, Brasil, enquanto cursava jornalismo. Em 2001, regressou à Guiné-Bissau, trabalhando como jornalista para a RTP e também na comunicação para o desenvolvimento. Em 2005, integrou a orquestra Super Mama Djombo, enriquecendo ainda mais a sua experiência musical.

Em 2011, estabeleceu a sua residência em Portugal e lançou o seu primeiro álbum a solo, Mindjer, que recebeu aclamação da crítica. Desde então, tem participado em diversas digressões internacionais e eventos musicais, levando a sua arte a diferentes públicos ao redor do mundo. Em 2015, co-fundou a Miguilan, uma organização dedicada à promoção da paz e da estabilidade na Guiné-Bissau.

Em 2021, assumiu a coordenação do pioneiro projeto de jornalismo em crioulo por um órgão de comunicação português, a Mensagem de Lisboa, em parceria com o site Lisboa Criola, sendo uma das iniciativas selecionadas pelo programa europeu Newspectrum para receber uma bolsa.

Além da sua contribuição para o campo jornalístico, Karyna continua a deixar a sua marca no mundo da música, lançando o álbum N'Na em 2021. O seu talento tem sido reconhecido ao longo dos anos, sendo premiada como a intérprete de destaque do Governo da Guiné-Bissau em 2014 e distinguida como a Melhor Artista Feminina dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa em 2019 pelos African Entertainment Awards USA.

Saliatu da Costa nasceu em 1977 em Bissau, Guiné-Bissau, onde fez os seus estudos primários e secundários. Desde a adolescência, demonstrou a sua inclinação para a comunicação.

Aos 17 anos, começou a transformar essa paixão em carreira, realizando estágios no Jornal Correio de Bissau e na Rádio Bombolom. Mais tarde, seguiu para uma formação intensiva em radiojornalismo em Lisboa, complementando a sua experiência com um estágio na Rádio Renascença. Em 2008, lançou o seu primeiro livro de poesia, Bendita Loucura, que foi bem recebido pelo público leitor. Desde então, Sali, como é conhecida entre amigos, tem contribuído ativamente para a cena literária, participando de antologias portuguesas ao lado de poetas brasileiros, portugueses e guineenses em 2009.

O seu segundo livro individual, Entre a Roseira e a Pólvora, o Capim! (2011), reforça a sua presença como voz significativa na poesia contemporânea.

CCGB

Organização sem fins lucrativos, dotada de natureza associativa, registada em Portugal com o número de identificação de pessoa coletiva 517823799.
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